quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Organização Politica no Brasil

Em diversas nações do mundo e no Brasil contemporâneo, o poder e atividades governamentais baseiam-se no princípio da divisão em três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Em termos conceituais, essa divisão é baseada nas ideias de pensadores iluministas, como John Locke (1632-1704) e Charles de Montesquieu (1689-1755), e visa evitar os desvios e distorções caracterizados pela concentralização dos poderes de governo em um indivíduo ou grupo social, como é o caso dos regimes autoritários e das antigas monarquias absolutistas. Assim, de acordo com Montesquieu, esse modelo tripartite implica não apenas em uma divisão das funções de governo necessárias a um Estado democrático, mas também em mecanismos de controle mútuo entre os diferentes poderes, de forma que nenhum deles se sobressaia, cometendo desvios que possam prejudicar os cidadãos.

O poder executivo é encarregado de realizar as diferentes tarefas administrativas necessárias ao bem comum, observados os limites determinados pelas leis vigentes. No Brasil, é formado por órgãos de administração direta, como ministérios e secretarias, e indireta, como empresas públicas e autarquias.
Por sua vez, o poder legislativo é incumbido da elaboração das leis, por meio das atividades de representantes democraticamente eleitos. Também cabe ao legislativo a aprovação de projetos de lei propostos pelo poder executivo, assim como a fiscalização de suas atividades administrativas (como, por exemplo, a correta destinação de recursos públicos).
A tarefa de interpretação das leis, de garantir os direitos dos individuais e coletivos e de mediar conflitos é de responsabilidade do poder judiciário. Cabem a esse poder o julgamento e a determinação de penas para indivíduos ou entidades que não estejam agindo de acordo com as leis.

Além da divisão dos poderes, as funções de governo no Brasil são divididas também em três diferentes atribuições mecanismos administrativos e até mesmo sistemas de tributação. Dessa maneira, apesar de representarem o poder executivo, o Presidente da República, os governadores dos estados e os prefeitos possuem atribuições e responsabilidades distintas, de acordo com sua esfera de atuação. Por exemplo, no caso do sistema educacional brasileiro, existe uma divisão de responsabilidades entre municípios, estados e governo federal: aos municípios  cabe o gerenciamento de pré-escolas e do ensino fundamental; os estados devem organizar a oferta de ensino médio, mas atuando com os municípios no ensino fundamental; ao governo federal, cabe a regulação do sistema como um tudo e,  de forma específica, do ensino superior.
De forma semelhante, o poder legislativo se divide em diversas esferas com organizações distintas: câmaras de vereadores no caso dos municípios, assembleias legislativas unicamerais no caso dos estados, e o Congresso Nacional (composto pela Câmara dos Deputados e o Senado) no nível federal. No caso do poder judiciário também se observa uma divisão entre órgãos e tribunais federais e estaduais. No entanto, não existem tribunais municipais. Nesse caso, um certo número de municípios podem compor uma comarca, sob o comando de um juiz de direito.

Fonte: Texto da aula de sociologia.
By: Letícia.V

sábado, 12 de abril de 2014

A VOZ QUE EU QUERO OUVIR!

Olá pessoal, demorei mas vim!
Então hoje vamos falar de algo importante e que acho que vocês vão gostar.
Ta rolando aí um "projeto" de assinaturas chamado A Voz que Eu quero Ouvir, que foi aprovado no senado, mas ainda não foi aprovado pela Câmara, onde muitos deputados ainda não enxergam essa necessidade.

Então, estou postando isso com o propósito de passar pra vocês a importância da flexibilização do horário da Voz do Brasil.

Porque é uma necessidade.A Voz do Brasil foi criada em 1935. De lá para cá, o mundo mudou e a necessidade de informação aumentou. Hoje, às 19 horas, o brasileiro precisa saber como está o trânsito para voltar para casa, precisa ouvir músicas para descansar de um dia intenso de trabalho e precisa saber o que está acontecendo na sua cidade em tempo real. Isso passou a ser uma necessidade.

Então pra quem quiser assinar pode chegar aqui:
http://www.avozqueeuqueroouvir.com.br/

Não precisa mandar audio e você pode acompanhar por e-mail.
Vamos lá pessoal, isso é importante!



Valeu ! :D

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O que se entende por revolução?

A palavra revolução tem sido empregada de modo a provocar confusões.

A palavra "revolução" encontra empregos correntes para designar alterações contínuas ou súbitas que ocorrem na natureza ou na cultura (coisas que devemos deixar de lado e que os dicionários registram satisfatoriamente). Mesmo na linguagem de senso comum, sabe-se que a palavra se aplica para designar mudanças drásticas e violentas de estrutura da sociedade.
O uso das palavras traduz relações de dominação. Se um golpe de Estado é descrito como "revolução", isso não acontece por acaso. Em primeiro lugar, há uma intenção: a de simular que a revolução democrática não teria sido interrompida. Em segunda lugar, há uma intimidação: uma revolução dita as suas leis, os seus limites e o que ela extingue ou não tolera.
O golpe de Estado extraía a sua vitalidade e a sua auto-justificação de argumentos que nada tinham a ver com "o consentimento" ou com "as necessidades" da Nação como um todo. Ele se voltava contra ela porque uma parte precisava anular e submeter a outra à sua vontade e discrição pela força bruta.
Fica mais difícil para o dominado entender o que está acontecendo e mais fácil defender os abusos e as violações cometidas pelos donos do poder.
O marco de 1964 ilustra muito bem a natureza da batalha que as classes trabalhadoras precisam travar no Brasil. Elas precisam libertar-se da tutela terminológica da burguesia, de relações de dominação que se definem, na área da cultura, como se fossem parte do ar que respiramos ou "simples palavras".
A revolução constitui uma realidade histórica; a contra-revolução é sempre o seu contrário. Se a massa dos trabalhadores quiser desempenhar tarefas práticas específicas e criadoras, ela tem de se apossar primeiro de certas palavras chave. Em seguida, deve calibrá-las cuidadosamente.
No nível mais imediato, a palavra "revolução" recebe um significado que não depende apenas do querer coletivo das classes, possui certas exigências econômicas, sociais, culturais e políticas.
Certas "transformações estruturais" indicam as aproximações com referência a potencialidades de expansão da ordem e se regulam pelo grau de diferenciação interna do sistema de produção propriamente dito.
Não se trata da revolução dos "outros" e para os "outros" pois as classes trabalhadoras e subalternas possuem um enorme interesse direto no raio de revolução da sociedade burguesa.

O desenvolvimento capitalista sofre menos que os teóricos do passado poderiam presumir; ao contrário, ele pode ser "acelerado" além dos interesses da sociedade como um todo e, especialmente, dos interesses das classes trabalhadoras. E estas, como prêmio, recebem uma dose adicional de superexploração e de ultra-opressão, sem condições materiais para remover esses males.

Fonte: Livro "O que é revolução" de Florestan Fernandes / 1º Capitulo resumido.

By: Letícia Vendramin

terça-feira, 25 de março de 2014

Ditadura Militar

Vamos falar um pouco sobre esta tal "ditadura militar", que hoje alguns dizem que á queriam de volta!

Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.

A Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.

Golpe Militar de 1964
O Golpe Militar de 1964 marca uma série de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que culminaram em um golpe de estado no dia 1 de abril de 1964. Esse golpe pôs fim ao governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido de forma democrática, eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Imediatamente após a tomada de poder pelos militares, foi estabelecido o AI-1. Com 11 artigos, o mesmo dava ao governo militar o poder de modificar a constituição, anular mandatos legislativos, interromper direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República.

Durante o regime militar, ocorreu um fortalecimento do poder central, sobretudo do poder Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional.

A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram suprimidas ou sofreram interferência do governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram reprimidos pela censura. A década de 1960 iniciou também, um período de grandes transformações na economia do Brasil,  de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e do endividamento externo.

Hoje será isso... 
Se quiserem ler mais, entrem aqui:

terça-feira, 4 de março de 2014

Uma pequena razão...

Através da história, a escola sempre era usada enquanto ela trouxesse proveito para os grupos que detinham o poder. Se ela pudesse prejudicar a esses grupos, não era permitida.

Afirmação de Lá Chalotais, na França, em 1766:

"Nunca houve tantos estudantes como hoje. Inclusive gente do povo quer estudar... Ensinam a ler e escrever gente que só deveria aprender a manejar instrumentos.... O bem da sociedade exige que o conhecimento das gentes não vá mais longe do que é necessário para a sua própria ocupação diária. Todo homem que saiba além de sua rotina diária, não será nunca capaz de continuar paciente e atentamente esta rotina..."

Mas não muito tempo depois, a escola primária se tornou obrigatória na maioria dos países.

Isso é o que eles pensavam sobre a educação naquele tempo. Pessoas que liam, que escreviam, que pensavam, não serviam para a sociedade, segundo o poder. Porque, eles pensando, descobririam as falcatruas do governo, e não era isso que eles queriam. O governo só queria pessoas que trabalhassem e não reclamassem sobre isso.
Com o decorrer do tempo, isso mudou nesses países. Viram que para se ter trabalhadores eficientes, pessoas eficientes e inteligentes, é preciso se ter uma educação eficiente. Então eles descobririam que quanto melhor a educação, melhores pessoas.
Mas, infelizmente, no nosso país, parece que isso não acontece. Parece que o governo do Brasil ainda está no século XVIII. Eles não querem saber da educação. Falam que fazem, mas não vemos mudança nenhuma. Eles só querem saber de investir em festas e coisas fora do país, enquanto o nosso precisa.

Só eu que vejo o governo do Brasil com essa grande semelhança do governo que tinha na França?
Eles sabem que se investirem na nossa educação, será, digamos que, pior para eles. O povo saberá a diferença entre "ajudar o povo" e "ajudar o governo". E claro, que não é isso que eles querem. Eles tratam o país como se fossemos cavalos que só devem fazer o que lhe mandam, e só devem olhar pra frente. Sem olhar o que vem por trás ou pelos lados.

Desculpem, é a realidade!

Até mais...
By: Letícia V.
OBS: encerrei por aqui o assunto, porque se não, vou ficar escrevendo o dia inteiro! kkk'
Trecho da afirmação de La Chalotais retirado do livro Sociologia Crítica (Alternativa de Mudança), de Pedrinho Guareschi.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Direito de Ler

Poucos provérbios populares encerram tanta sabedoria como aquele que reza: “A necessidade é a mãe da invenção”.
A invenção da imprensa não é exceção à regra. Se no século XV vários impressores focalizaram seu gênero sobre a produção rápida e econômica de livros, é porque a demanda de livros, no auge da Renascença, excedia a capacidade de produção dos copistas profissionais. O desejo de ler cada vez mais, generalizado, impunha a invenção da imprensa.
Foram os fenícios, povo comercial por excelência, que aperfeiçoaram e difundiram o alfabeto entre as nações do Mediterrâneo. De novo foi à necessidade de um modo rápido de escrituração comercial que inspirou a invenção do alfabeto, um sistema de vinte e poucos símbolos, cada um dos quais representa um som único. O alfabeto fenício foi o precursor de nosso a, b, c. Pela combinação de símbolos apropriados qualquer palavra poderia ser escrita de modo conciso e fácil de ler. Como a escrituração comercial era feita sobre papiro, nada dela sobreviveu no clima úmido da Fenícia. O que se conhece da escrita fenícia é o que se pode ler em inscrições gravadas em pedra.
A Fenícia ensinou à Grécia a arte de escrever. E a Grécia, graças a seu gênio artístico, criou uma literatura que ainda hoje é admirado pela sua beleza. Se na Grécia a educação mais difundida criava um mercado para cópias dos poemas épicos de Homero e das obras filosóficas de Platão e Aristóteles, a multidão de escravos eliminava a necessidade de inventar máquinas para poupar mão-de-obra. Em consequência cópias de obras célebres continuavam a ser feitas laboriosamente a mão.
Acompanhamos até o século XVII a marcha sinuosa e lenta da humanidade em busca de maiores conhecimentos, e ilustramos este avanço penoso através do desenvolvimento da arte de escrever. Verificamos como até o século de Gutenberg, os livros eram copiados a mão e escolas eram poucas e raras. O ambiente começou a transformar-se na Europa desde a Renascença, e a invenção da imprensa sem dúvida contribuiu para acelerar o desabrochamento da Idade Moderna até atingir á verdadeira explosão de conhecimento a que hoje assistimos. Não só um número cada vez maior em todas as direções, mas engenheiros e técnicos vêm pondo os novos conhecimentos adquiridos a serviço do progresso industrial. Os estudos teóricos e as aplicações práticas têm-se demonstrado mutuamente estimulantes.

Esta reação em cadeia da expansão cultural e do bem-estar humano, porém, não teria sido sustentada se não fosse a adoção num país após o outro de sistemas de escolas públicas e gratuitas. Elas constituem a espinha dorsal de nossa civilização que é um produto da ciência e da indústria. O analfabetismo tem sido eliminado de vários países que cedo reconheceram que só um povo bem educado pode competir no mundo de hoje. Promover a instrução pública é condição mesmo de sobrevivência em nossa era de aviões a jato e computadores eletrônicos. A própria democracia com seu respeito à dignidade humana não podem florescer sem o apoio inteligente de um eleitorado esclarecido. O direito de ler não é mais apanágio de uma elite mas de todos. Educar a nova geração a apreciar e exercer este direito é não só dever, mas a própria garantia do futuro de uma nação!

Texto resumido e retirado do livro O Despontar de uma Nova Era, de S. Julio Schwantes. (Capitulo 4 - O Direito de Ler, pág 45)

Beijos!
By: Letícia Vendramini.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

NOVA "MODINHA"!

Então galera, desde domingo (23/02), eu estou vendo na TV e lendo no Facebook, sobre essa tal modinha do aparelho ortodôntico!


Isso aqui:
Então, as crianças e adolescentes fizeram um aparelho ortodôntico super importante para a saúde bucal, virar modinha, por que acham bonito.
Esse aparelho não é pra ser bonito não, é só pra tratar os dentes. E outra esses de mentira nem são bonitos, até por que da para notar nitidamente que são de mentira.
Por favor povo, essas coisas estão causando mais danos a vocês do que um aparelho normal que geralmente só da uma cortadinha na boca.

Se o Brasil já esta nesta merda (desculpem a palavra), não era de se esperar sobre isso não é!

GENTE NÃO É BONITO!
Quando vocês tiverem que usar um de verdade, vocês vão "rezar" pra tirar, por que dói, TÁ!!!

Beijos
By: Letícia Vendramini
OBS: Fiz esse post por que achei isso ridículo.